TEATRO KAUS 12 ANOS

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História

 

A Atriz Amália Pereira  e o Dramaturgo Plínio Marcos - Após apresentação da peça:Homens de Papel,1997,

 

  Amália Pereira  e Julio Suñe  Oração para um Pé de chinelo - 2000 a 2002

 

Elenco:Vereda da Salvação  2004/2005

 

 

Maritta Cury e Robson Raga

 Espetáculo: INFIÉIS 2006/2007/2008/2009

 

 

Ciclo de Debates O Teatro na América Latina -Janeiro de 2007.

 

 

Robson Raga e Djama de Lima

 EL CHINGO-2007

 

Amália Pereira , Antonio Ranieri e Maritta Cury

 A REVOLTA -2007

 

ESPAÇO DO KAUS , Sede do grupo de Outubro de 2007 a dezembro de 2008. 

 

 

TEATRO KAUS

 

 

a Atriz Amália Pereira , o Dramaturgo Fernando Arrabal e o Diretor Reginaldo Nascimento 11 de Agosto de 2009, comemorando os 77 anos de Arrabal.

 

 

 

 

 

Alessandro Hernandez e Amália Pereira 

O Grande Cerimonial -  de Fernando Arrabal - 2010

 

 

 

 

1998 -  O Início – São José dos Campos 

 

O Teatro Kaus Cia Experimental foi criado em dezembro 1998 pelo Diretor Reginaldo Nascimento e pela atriz e Jornalista Amália Pereira. A Cia nasceu pela necessidade de aprofundar estudos no concernente ao trabalho do ator, a partir inicialmente do estudo da dramaturgia  brasileira e com temática social, o Grupo se dedica a investigar um teatro que transcenda o Realismo na cena teatral. O projeto de criação do grupo teve início em 1996, em São José dos Campos após a montagem do texto Homens de Papel, de Plínio Marcos. A partir deste trabalho, munido da necessidade de concepção de um teatro que 'respirasse com o ator' e que, a troca fosse tão intensa que causasse a reflexão, surgiu a linha de estudos do Teatro Kaus Cia Experimental. Durante o ano de 1999 o grupo encenou Vereda da Salvação, de Jorge Andrade e Elogio da Loucura, de Erasmo de Rotterdan, exercícios com parceiros e convidados para encontramos os caminhos do grupo, e que ainda não caracterizavam a cara do Kaus,o caminho a seguir.

2000 -  Brasil em Cena – São José dos Campos

Em 2000, o Teatro Kaus realizou o projeto Brasil em Cena, uma Trilogia do Teatro Nacional, beneficiado ple (LIF) Lei de Incentivo Fiscal de São José dos Campos com patrocínio da Kone Elevadores. O Projeto consistia na conclusão de um processo de pesquisa  que resultou na  montagem dos textos O Santo e a Porca, de Ariano Suassuna;  O Cocô do Cavalo do Bandido, de Chico de Assis e Oração para um pé de chinelo, de Plínio Marcos. Os Espetáculos se apresentaram na Cidade de São José dos Campos e outras cidades do Vale do Paraíba, sempre em temporadas populares. A peça Oração para um pé de chinelo, participou dos Festivais de Teatro de São José do Rio Preto e Blumenau entre outros.

2001 * 2002 – São Paulo, Novos ares, O recomeço

Em outubro de 2001, em busca de novos desafios  o Teatro Kaus se muda para a cidade de São Paulo,  fixa residência na capital paulista, se associa à Cooperativa Paulista de Teatro e reestréia a peça Oração Para um pé de Chinelo  no espaço Cênico Ademar Guerra, no Centro Cultural São Paulo. De casa nova inicia-se um processo de estuddos para definição dos novos rumos do grupo, durante o anos de 2001 e 2002 os criadores do grupo mergulharam em um intenso  processo de estudos, mapeando textos e autores para futuras montagens. Trabalharam ainda para reformular e fazer o grupo conhecido na cidade de São Paulo.

2003 * 2004 – A Vereda do Teatro Kaus

Durante o ano  2003, iniciou-se o processo de testes, novos atores, novas caras, muito trabalho. Reformulamos o grupo  para montagem do espetáculo Vereda da Salvação, de Jorge Andrade, trabalho que apresentou formalmente o grupo Kaus  ao teatro e ao público paulistano. O espetáculo estreou em 2004, no Espaço Galpão Cinco, fez uma longa temporada neste espaço alternativo, com grande sucesso de público e crítica,  e em 2005 reestreou para  uma temporada no espaço Cênico Ademar Guerra, no  Centro Cultural São Paulo, enfim retomamos definitivamente nosso trabalho e não paramos mais.  

Galpão Cinco : O Teatro Kaus ocupou  O espaço Galpão cinco no bairro da Aclimação, entre 2004 e 2005.,juntamente com outro coletivo, custeando do próprio bolso aluguel e outras tantas despesas, neste período alem da reforma do espaço, mativemos constante trabalho de pesquisas e pratica cênica até a  estréia da peça Vereda da Salvação que permaneceu em cartaz  por mais de seis meses no  local, levando um grande publico para este espaço até então alternativo, vários grupos ensaiaram e realizaram atividades no Galpão, enquanto O Kaus esteve por lá, por fim o complexo foi vendido e o grupo então ficou sem sede, sem espaço, passando a trabalhar em locais  sub-locados 

2005 * 2006  – Sangue Latino Americano

Nossa inquietação sempre nos colocou diante de desafios e já ao final da temporada de Vereda, buscávamos novos caminhos para nossa pesquisa, para nossa prática cênica, e este desejo nos levou de encontro a dramaturgia Latino Americana, um território desconhecido e  intrigante. O Teatro Latino Americano era o primo desconhecido do Teatro Brasileiro e nos queríamos fazer esta apresentação, este encontro teatral. Durante o ano  de 2005, o grupo se dedicou  à pesquisa de dramaturgia latino-americana, deste primeiro contato com os textos o grupo  estreou em Janeiro de 2006 Infiéis, do dramaturgo Chileno Marco Antonio de la Parra, que ficou em cartaz no Centro Cultural São Paulo, Sala Paulo Emílio e depois seguiu em temporada no Teatro Sergio Cardoso, sala Paschoal Carlos Magno. Abrimos o foco neste momento para encontrar e estabelecer em nosso trabalho uma relação entre os textos que encenamos da dramaturgia nacional e outros dramaturgos, dentro de um processo de pesquisa de textos que abordam as questões do homem e sua relação com a sociedade. 

 

2006 * 2007 - Fomento ao Teatro, um Prêmio ao esforço

Trabalhamos muito em 2005 e 2006 mantendo nossa pesquisa e prática com os textos da Dramaturgia Latino-Americana,  e neste processo de Trabalho intenso, em Agosto de 2006, o Projeto Fronteiras - O Teatro na América Latina, idealizado pelo Diretor Reginaldo Nascimento, para manutenção da pesquisa da cia sobre novos dramaturgos da América Latina, foi beneficiado pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, o que possibilitou a cia a realização do Ciclo de Debates - O Teatro na América Latina, evento que aconteceu no Instituto Cervantes de São Paulo e contou com a participação de dramaturgos da Argentina, Venezuela e Chile, dramaturgos, diretores e pesquisadores do teatro brasileiro, além de uma oficina de dramaturgia , apresentações de espetáculos e abertura do epaço do kaus.

2007 – Fronteiras "O teatro na América Latina"

Além dos ciclos  de debates dos encontros que movimentaram a cidade de São Paulo dentro do   Projeto Fronteiras foi criado e apresentado o Repertório do Kaus com as Peças El Chingo, do venezuelano Edilio Peña, A Revolta, do argentino Santiago Serrano e a reestréia de Infiéis, do chileno Marco Antonio de la Parra. Com apoio da Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo o Teatro Kaus organizou, editou e lançou o Livro CADERNOS DO KAUS - O Teatro na América Latina, um registro documental de todas as ações do Projeto de estudos do grupo sobre o Teatro nos países da América Latina, contendo os três textos encenados pela cia, além de muitas outras informações destes 16 meses de ação. O livro foi lançado em Novembro de 2007, pela Editora Scortecci,1500 exemplares, distribuidos gratuitamente para escolas, bibliotecas, grupos e pessoas de teatro, cumprimos com louvor este projeto e nos orgulhamos pelo sucesso deste trabalho, que foi um divisor de águas na história do grupo Kaus. 

2007Kaus Internacional: Neste ano o  Grupo Kaus teve ainda a oportunidade de fazer sua primeira viagem internacional, o grupo foi convidado para apresentar a peça A Revolta  na XVIII Temporales Internacionales de Teatro , em Puerto Montt e na  LIuvia de Teatro de Valdivia, ambas no Chile. O Grupo apresentou o espetáculo falando em espanhol em três sessões nas duas cidades, com grande acolhida do público e da  critica local.

ESPAÇO DO KAUS:  Ocupando nos últimos meses espaços públicos para ensaios e estudos e já tendo administrado o Espaço Galpão Cinco  em parceria com outro grupos  durante dois anos, O Teatro kaus abriu dentro das realizações do projeto Fronteiras o Espaço do Kaus, a sede do grupo,  uma sobreloja na Rua Augusta onde o grupo trabalhou de outubro de 2006 a dezembro de 2008. Mesmo com o fim do projeto fronteiras  e da verba do Fomento em dezembro de 2007, com  grande malabarismo  financeiro, conseguimos permanecer no espaço até o final de 2008, acreditávamos em uma luz no final do tunel , mas ela não veio, e sem verbas, sem apoio,  mais uma vez tivemos que entregar o local. No Espaço do Kaus durante pouco mais de 2 anos muitos grupos ensaiaram.guardaram seus cenários ,figurinos etc

2008 -  10 Anos de Teatro Kaus  

Em 2008, realizamos temporadas das peças El Chingo e Infiéis no Centro Cultural da Juventude-SP, além de participar de alguns festivais de teatro, este foi um ano para colher os frutos plantados,  apresentamos os trabalhos em espaços diferentes na cidade de São Paulo e mantivemos a pesquisa. Comemoramos 10 anos sem muito alarde, sem festa, um pouco cansados da labuta. Por não termos a continuidade de nosso trabalho contemplado pela  Lei de Fomento ou por outro apoio qualquer, tivemos que repensar nossas ações, e sem verbas, não foi possível prosseguir com o intercambio Latino Americano, este trabalho ficou restrito as pesquisa internas do grupo, acreditávamos na valorização deste trabalho, mas as coisas caminharam de forma diferente, e assim seguimos nossa luta pela manutenção de nosso ideal.

2009 Seguindo para Universos Arrabalescos...

  Em 2009, reestreamos Infiéis no Teatro X, em São Paulo, para fazer a última temporada da peça e assim fechar nosso ciclo com as obras da dramaturgia latino Americana, pelo menos por enquanto,  permanecemos em cartaz por 2 meses. Durante as nossas pesquisas para a realização do Projeto Fronteiras, ainda 2006 e 2007, nos encontramos com a obra do escritor, cineasta e psicólogo chileno Alejandro Jodorowsky, que juntamente com Fernando Arrabal e Roland Topor, criaram em 1962 o Movimento Pânico. Alí se iluminava mais uma porta para a inquietude do Kaus, chegávamos a Fernando Arrabal, o novo caminho que ainda não tínhamos clareza  se seria o nosso, e esta resposta só veio em  definitivo no ano de 2009. Depois de longos meses de conversas via E-mail entre o Diretor Reginaldo Nascimento e o Dramaturgo Fernando Arrabal, surgiu e tomou forma o desejo de nos  enveredarmos  por esta obra Arrabalesaca.

2009 Arrabal em São Paulo, e no Kaus

Nossa necessidade de encontrar no horizonte de nossas pesquisas novas possibilidades cênicas foram sanadas, ao nos depararmos com a magnífica obra de Arrabal,  este teatro que mexe nas estruturas do fazer teatral, que mistura maravilha e horror, que trabalha sobre o belo e o grotesco. Partindo do Teatro da Absurdidade, das leituras de obras importantes deste período, de debates e estudos em grupo, chegamos a este caminho que queremos trilhar, as histórias que queremos contar. Optamos neste momento de nossos estudos em trabalhar sobre e a partir das obras do dramaturgo Espanhol Fernando Arrabal, esta escolha se deu por enxergarmos na obra de Arrabal a resposta aos nossos anseios, nossa matéria para o aprofundamento deste pensamento sobre o teatro e sua relação com a sociedade contemporânea. Em agosto de 2009, realizamos a Mesa de Debates Um Certo Arrabal, no Instituto Cervantes de São Paulo, a convite do diretor Reginaldo Nascimento Fernando Arrabal, se fez presente, comemorou seus 77 anos aqui na cidade,  o público foi presenteado com um debate que reuniu cerca de 250 artistas de teatro de várias  gerações num mesmo espaço, juntos pensando o teatro de hoje entre as muitas histórias deste genial autor. Ainda em 2009 iniciamos nosso processo de produção da peça O Grande Cerimonial, obra inédita do autor, seguimos  ainda sem verbas sem apoio. Fernando Arrabal, um dos mais importante dramaturgos do mundo só veio porque abraçou o projeto do Kaus, veio  porque o Instituto Cervantes bancou sua viagem,  porque nossos projetos nunca mais foram aprovados, em nenhum esfera pública, em nenhum edital,  coisas da arte teatral, nossa continuidade só é possível porque somos persistentes demais, seguimos em frente a duras penas, mas seguimos.

2010 - O Grande Cerimonial,  

  A Difícil arte de Resistir

Em 12 maio de 2010 estreamos na Sala Experimental do Teatro Augusta, em São Paulo, O Grande Cerimonial, do Dramaturgo Fernando Arrabal, nossa primeira aventura arrabalesca, permanecemos  em cartaz neste espaço até o dia 25 de julho com grande sucesso de público e critica. Seguimos para o FENTEPP, Festival de Presidente Prudente, com uma ótima acolhida , para o Festivale em São José dos Campos e esperamos ir para muitos outros espaços, pois a jornada desta peça só esta começando. Neste ano também iniciamos a tradução do Texto O Jardim das Delícias, obra inédita de Arrabal e que deve ganhar os palcos  da cidade de São Paulo, no segundo semestre de 2011. Pois é, seguimos firmes, ainda sem verbas, diga-se de passagem, penso eu que os detentores do poder de escolha, devem nos ver como filhos ricos de algum pai que nos banca, ledo engano, não é verdade!!! Somos como a maioria dos grupos de teatro do Brasil (F... e mal pagos), não temos nada e só  fazemos teatro, porque isso é nossa vida, então só nos resta seguir adiante, talvez assim algum dia nos olhem de verdade como somos, espero que este dia chegue logo, e que possamos resistir bravamente até lá.

Reginaldo Nascimento

 

teatrokaus@teatrokaus.com.br

 

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